domingo, 10 de fevereiro de 2013

#9 crítica: Jack Reacher - O último tiro

I'm sexy, baby.

É dificil definir a carreira de um ator, e se definitivamente o fizermos muitas questões entram em jogo. Seus altos e baixos, os bons momentos e suas inesqueciveis produções. Um ator como o praticante da cientologia Tom Cruise, tem um panorama vasto que passa por produções que mesclam em seu conteudo e significancia. Poucos tiveram a honra de ter filmado com tantos mestres do cinema quanto o ator, que só pra citar alguns, temos de Stanley Kubrick (em "De Olhos Bem Fechados") e Paul Thomas Anderson ("Magnolia"). De Brian DePalma (em "Missão Impossivel") a Francis Ford Coppola (em "The Outsiders", sem titulo em portugues), e por ai vai. De certa maneira, ele anda fazendo um filme atrás do outro, e a impressão é que de uns tempos pra cá ele vem aceitando e buscando todos os mais diversos papéis bi cinema. Nesse seu ultimo filme, "Jack Reacher" que estreou recentemente, temos alguém com a mesma vontade de antes e quer mostrar ainda mais sua força como nome estampando poster de cinema. Cruise continua em busca de papéis que venham continuar a definir sua carreira e o mantenha como um astro de relevância e sucesso no cinema. O resultado deste filme é bem melhor do que outros filmes seus, mas não é o seu melhor produto.

Sou apaixonado pela série Missão Impossivel, e ali havia um agente secreto num roteiro mais encorpado com mais possibilidades ao personagem e ao ator também em certa medida. Jack Reacher é também um personagem de uma célebre série nos livros de espionagem nos EUA. Tem uma historia interessante nas prateleiras, mas aqui não virou algo consistente. Suas aventuras no filme tem uma dose alta de adrenalina e empolga. A historia percorre inicialmente a captura de um atirador de elite que após cometer um assassinato em massa, tira a vida de inumeras pessoas que passavam num certo momento por uma praça. Suas unicas palavras são a de um nome: o ex-policial militar Jack Reacher, um ex-fuzileiro e condecorado soldado que vem passando seus ultimos dias escondido e vivendo isolado. Quando descobre numa TV que o tal atirador de elite cometeu tal crime, volta à cena a fim de entender o motivo. O amibiente todo do filme remete ao clima dos anos 80, desde os carros a mania de se usar telefones publicos a base de fichas. As cores fortes do filme e o tom de sessão da tarde compensa um roteiro confuso e com mais pretensões do que eficientes modos de se desenvolver a teia que leva aos verdadeiros assassinos. Alguns furos ali, e acolá, mas o resultado não é de se jogar fora. Tem um timing bacana e funciona bem como filme de ação, mas não deve ir longe. Nem deve ter continuações, mas aqui tá uma obra enxuta e uma sessão da tarde interessante. O ator aqui mergulha num tom misterioso, algo como uma mistura do seu personagem em "Colateral" (2004, Michael Mann) e um tipico heroi de ação dos anos 80 (frio, mas com coração bom). O filme é dirigido por Christopher McQuarrie, vencedor do Oscar por melhor roteiro original em 1996, por Os Suspeitos, aquele filme do Bryan Singer (X-men). Além disso, fez o roteiro de Operação Valquiria, filme com Tom Cruise. Esse é o seu segundo filme como diretor, o primeiro foi A Sangue Frio (2000).

Um filme de qualidades proprias e que poderia ter tido uma historia mais bem acabada, mas não decepciona. Lembrete: a participação do acalamado diretor Werner Herzog no filme vai do bizarro ao risivel. No film temos uma dose de cinema pipoca. Pra mim é o que basta.

Robert Duvall e Tom Cruise a espreita do inimigo.

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