sábado, 22 de dezembro de 2012
#3 critica: O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
Guilhermo Del Toro se dedicou enormemente a propor uma nova visão para o livro de J.R.R. Tolken, de sua obra infantil "O Hobbit", dado que tenha escrito especialmente para seus filhos. Sua busca e dedicação foi fruto do sucesso obtido num acordo entre a MGM, detentora dos direitos sobre a obra, que era desde a um bom tempo da extinta United Artists e a New Line/Warner, distribuidora da trilogia do Anel. Os detentores dos direitos não conseguiram os recursos, e Del Toro teve de passar o projeto para as mãos novamente de Peter Jackson, diretor da antiga trilogia e inicialmente empossado para estar a cargo da adaptação do livro infantil de Tolken. O mexicano ficou desolado e se ressentiu "Tive que me acostumar com a ideia de não fazer o filme", disse. Após sua saida, Jackson retomou de onde parara e reescreveu o roteiro junto de Fran Walsh e Philippa Boyens, os mesmos que escreveram a saga de Frodo, colhendo boa parte do que Del Toro já havia feito.
Enfim, nesse dia 14 de dezembro estreia a primeira parte do que será uma trilogia baseando-se no livro "O Hobbit". Em "Uma Jornada Inesperada", o diretor Peter Jackson cria uma incrível adaptação, amparando-se nos minimos detalhes aquilo que fez de O Senhor dos Anéis, um dos clássicos e memoráveis filmes de fantasia dos ultimos tempos. A perfeição beira-se ao estrondoso nas cenas em que a camera deslisa sobre os desfiladeiros, nos campos e no meio de uma caverna cujas edificações são sustentadas por pontes de madeira. O modo como criou as criaturas, orcs, trolls, e outras tantas são feitas é de encher os olhos. Mas é em Gollum (Andy Serkis), que mora o que há de mais magnifico em O Hobbit. Seus gestos estão cada vez mais irretocavéis e as cenas em que surge são de longe uma das melhores do filme todo. Não é que todo o resto fica devendo, mas é que carece de um certo encanto e motivação ao espectador, que se vê sem muito entusiasmo no meio de uma fita que dura além do que devia (essencialmente na primeira parte em que somos apresentados ao jovem Bilbo Bolseiro.) e arrasta até as cenas em que surgem de fato os eixos de toda trama. É chato isso tudo, mas até chegar ao final a sensação é que o caldo é grosso, e o filme é magnifico. Nada que o coloque em pé de igualdade, com para sermos justo, A Sociedade do Anel, o primeiro filme da antiga trilogia. Aqui tirando a brilhante interpretação de Martin Freeman, no papel de Bilbo Bolseiro, de Richard Armitage, o líder do anões Thorin Escudo de Carvalho, todo os outros atores não conseguem carregar uma história, que é excelente mas não torna-se um meio que conduza a atenção do espectador por todo o tempo de filme. Ian Mckellen volta ao papel que o consagrou, o mago Gandolf, e ele proprio traz o espirito da trama da trilogia anterior a está. Esses personagens tão amados de volta, e numa trilogia sem necessidade nos faz pensar: aguentaremos estar a par de mais dois filmes pagando para vê-los?
Sem dúvidas! O filme no seu todo é memorável, a sua medida, como um filme introdutório, mas que carrega paixão e volume, ai mora o melhor de Jackson, seus personagens são tão simples e humanistas que nos rendemos a beleza do poema que salta tamanha doçura. O Hobbit se arrasta e poderia sim ser cortado em uns bons minutos, mas quem se importa quando a jornada encanta e nos deixa boas lembranças e um paladar delicioso. Que venha A Desolação de Swag!
Obs: Assistir em 48 High Frame Rate e não na versão tradicional de 24 foi a mais nova invenção de Peter Jackson que nos traz agora em Uma Jornada Inesperada, uma vertigem inacreditável. As cenas correm muito mais rapidas, e a resolução nítida e assustadora. No ínicio fica um incomodo, mas passam as horas e aquilo já está absorvido por nossos olhos que parecem se ver mais próximos as cenas. Em 3D, é claro a experiencia se completa. É o cinema de Jackson sempre trazendo um encanto transcendental.
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