domingo, 3 de fevereiro de 2013

#8 crítica: Cloud Atlas

Antes da tormenta.

Uma sociedade repressora que alimenta um sistema de clones de mulheres orientais que vivem pelo tempo que acharem necessário, para servir como mão de obra. Um compositor bissexual que atrás de reconhecimento busca ajudar um senhor de idade, famoso músico a escrever suas melhores canções. Um jovem que viaja de navio e sofre com a pressão do ambiente e dos que querem sua morte, ao mesmo tempo em que ajuda um escravo a sobreviver. Uma jornalista que busca solucionar um ardiloso plano que envolve grandes empresas de petróleo  Um senhor de idade que ignorado por sua família  é colocado em um asilo, mas nada o fará desistir de sua busca em ir atrás de seu verdadeiro amor. E por fim, um homem que vive num futuro longínquo  onde tribos dominam e a fé abalada pode mudar os destinos de muitos. Tantas histórias se condensam em si e produz algo complexo, mas tateável. Num misto de filosofadas que nos propõe diversas observações sobre o mundo. A tarefa é feita para impressionar, só que cansa pelo tempo de filme e todas aquelas histórias cruzadas tentando achar algum fecho que una as todas e forme algo. Entretanto não dá para sair do assento sem se dar conta da beleza que os efeitos especiais nos causam. Pura vertigem, mas as filosofias jorradas, as mensagens todas e algo que não consigo me convencer na relação entre os atores do filme, Tom Hanks e Halle Berry, não sei. O saldo é positivo, o filme é bom, mas vale levar uma pipocas, doce e enfim, para ver uma obra que é grandiosa e merece ser deliciada como puro entretenimento, sem se envolver demais na toada de todo o papo furado. O resultado é confuso e caótico, mas interessante.

O filme é uma adaptação da célebre obra "Cloud Atlas", do escritor David Mitchell que criou um livro incrivel, mas transpor para as telas seria uma herege. Algo que redundaria inevitavelmente num risco grande de virar algo que não é no papel: chato e confuso. Se você assisitir com atenção o filme adaptado a altura da necessidade de não errar, os diretores da trilogia Matrix, Larry e Lana Wachowski trouxeram também para assinar a direção com eles, o premiado diretor de Corra, Lola Corra Tom Tynker, que soube o peso da missão. Não criaram uma obra prima, mas como ressaltou um critico do qual não me recordo o nome, talvez da revista Time, disse que esse filme não poderia ter sido feito se não por eles. O resultado foi fazer enorme parecer maior ainda, mas ainda assim nos faz pensar que nada passou de um bom filme. Pode parecer pouco, mas é excelente, já que ele não consegue ser chato, porém sucumbiu inevitavelmente a ser confuso. Digo no sentido de se entrelaçar demais entre as histórias, transpor tantas tramas que até se consegue acompanhar o fio da miada até seu desfecho, mas a sensação que o dilui em meio a necessidade de se querer conectar o tal passado, presente e futuro, só dificulta a compreensão.

Tom Hanks no futuro abandonado.

Agora vou contar como cheguei a minha opinião sobre o filme, que de pronto me deixou atordoado ao final da sessão, com tanto tempo de filme e baforada de mensagens altruistas. Vi e de inicionão gostei. Fiquei chapado com tanta informação, histórias e filosafadas. Parei um segundo e busquei rever o filme de novo na minha mente e percebi que havia algo muito bom, mas que não passava de um mero deslumbre com efeitos e então, me dei conta de que não achei o filme excelente, porém como todo libriano (talvez?), nem péssimo. Não arrebata, nem causa arrependimento. É belo até. Convenci-me de que as filosofias são capazes, sim, de nos causar certo efeito catártico também, o que somando aos efeitos especiais e as histórias que até se mostram divertidas e empolgantes, como a do asilo. sim, o filme pode ser algo bom.

Essas caracterizações dos muitos atores que a repetem são ridículas. Inegável.

Obs.: Assisti no Bristol, da Paulista numa tarde de chuviscos. Fui correndo para a Fnac, foliei algumas revistas gringas e quando vi já faltavam alguns minutos pro filme. Chuva brava e inesperada, tive que pegar um metrô até a estação consolação para evitar caminhar e me encharcar. Consegui ver o filme e achar um lugar no meio da lotação de gente. :D

Ridícula essa maquiagem, não?

Nenhum comentário:

Postar um comentário